6 de outubro de 2007

Iman Maleki, o pintor realista e Mário Quintana, o poeta modernista.



"Eu fui um menino por trás de uma vidraça - um menino de aquário. Via o mundo passar como numa tela cinematográfica, mas que repetia sempre as mesmas cenas, as mesmas personagens.Tudo tão chato que o desenrolar da rua acabava me parecendo apenas em preto e branco, como nos filmes daquele tempo. O colorido todo se refugiava, então, nas ilustrações dos meus livros de histórias, com seus reis hieráticos e belos como os das cartas de jogar. E suas filhas nas torres altas – inacessíveis princesas. Com seus cavalos – uns verdadeiros príncipes na elegância e na riqueza dos jaezes. Seus bravos pagens (eu queria ser um deles...) Porém, sobrevivi... E aqui, do lado de fora, neste mundo em que vivo, como tudo é diferente! Tudo, ó menino do aquário, é muito diferente do teu sonho... " Confessional (Mário Quintana)







Eu sou um homem fechado. / O mundo me tornou egoista e mau. / E a minha poesia é um vício triste, / Desesperado e solitário / Que eu faço tudo por abafar.
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Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve, / Com esses teus cabelos...
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E o homem taciturno ficou imóvel, / sem compreender nada, numa alegria/ atônita...
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A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil / Aonde viessem pousar os passarinhos."

Canção do Amor Imprevisto (Mário Quintana)


1 comentários:

Kelly disse...

Gilson, muito boa essa sua montagem das pinturas com os textos de Mário, Mário é sempre Mário, um poeta das coisas simples, do dia-a-dia, das coisas como elas são.parabens pela criatividade que Deus lhe reputa de uma forma especial..
bjux